sexta-feira, 14 de março de 2014

Homenagem ao Poeta Renato Caldas



Grande Poeta, Seresteiro e Compositor
Sendo Assú a sua adorada cidade Natal
Logo, logo, a fama de poeta conquistou
Tornando-se assim, na vida um imortal

Realizado na vida como um profissional
Sentindo que o tempo estava passando
Inicia na soberana Maçonaria Universal
Vendo a luz que o Arquiteto esta dando

Segue com firmeza nesta trajetória
E levanta com vigor templos a virtude
Buscando o equilíbrio na sua memoria
E lutando em prol da nossa juventude

Quando resolveu o Grande Arquiteto
O levar para a sua definitiva morada
Ficou na terra o acervo do seu mérito
E a firmeza exercida nesta caminhada.

Haroldo Josuá
Natal, 03/10/2013

FRATERNIDADE

Vem comigo profano.  Sobe consciente
A Escada de Jacó, iluminada!
Fita  na beleza do Oriente
a Estrela rutilante destacada!
Veja, o que somos; e o que fazemos
Unidos pelo Bem nos desdobramos.
Pelo nosso trabalho, só queremos
Que distribua um pouco do que damos.


Quando na terra dois homens se encontram
Se, um ao outro, estendeu a sua  mão;
Ambos sentiram que se unificaram.
Eram dois homens e um só coração.
Por Amor, pelo bem da humanidade,
Contra o Despotismo e a humilhação
Foi que o Grande Arquiteto – na verdade,
Fez uma mão encontrar com a outra mão.


DÔ TUDO

Tudo qui eu tenho, Sá Dona,
Lhe dô, si vancê quizé.
A vida num vale nada
Pru home sem a muié...
É cuma espingarda véia
Qui só quebra o catolé.

Num vale mesmo de nada,
Num paga o trabaio de tê,
Num presta nem prá infeito
Nem prá dá, nem prá vendê.
A gente tem pruquê tem
E num qué se desfazê.

Mas, cuma ia dizendo:
Tudo quanto Deus me deu,
O Má, a Terra, as Estrêlas
Qui pestanejam no Céu,        
O Vento, a Lua, as Flôres
E o Só qui também é meu,
Eu, dô tudinho a Sá Dona;
Dô inté minha viola,
Qui tem in cada uma corda
Um grito qui me consóla...
Pois cada gemido seu,
Tem o valô de uma esmola.

E tudo isso eu lhe dô.
Muito mais quizera eu tê.
Quanto mais coisa eu tivesse,
Mais coisa eu dava a mecê!
Somente prá tê um gôsto:
Era lhe sastifazê!...

Mas Sá Dona, lhe só franco,
Num tenha raiva de eu...
Uma coisa eu não lhe dô.
Foi Sá Dona qui me deu...
E ainda trago na boca,

- É o gosto de um bêjo seu.

Autor: Renato Caldas
* 08/10/1902 - Assu
* 26/10/1991 - Assu.
Fonte: htpp//assunapontadalingua.blogspot.com.br/


A POESIA
A linguagem poética
Não tem sotaque,
Ocupa lugar de destaque
Nos estudos da fonética.
A boa poesia, com ética,
Vai ao casebre do pobre,
Ao palacete do nobre,
Aos recantos da cidade,
A qualquer universidade
Sem encontrar quem a dobre.

A poesia não sai de moda
Não envelhece nem morre.
Cria-se lúcido e de porre (?!).
Ao ego agrada, acomoda...
Mas, vez por outra, incomoda,
Bate forte no coração
Como se fosse um ferrão...
Um tiro de bacamarte.
Aí, o poeta buscando a arte,
Encontra a bonança... A emoção.

AutorIvan Pinheiro
Assu/RN, 20/08/2002.




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